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Raquel e António Florindo, passagem de conhecimento e de testemunho

Raquel e António Florindo, passagem de conhecimento e de testemunho

Quis o destino que as 50 primaveras da Agência de Leilões C. Paraíso fossem celebradas num ano atípico, marcado pela pandemia da covid-19, cujas repercussões económicas e sociais estão ainda por apurar na sua totalidade. Ainda que os efeitos adversos já se sintam no mercado, a Agência de Leilões C. Paraíso vive, nas palavras de António Florindo,

o melhor ano de sempre.

A razão, diz-nos, deve-se ao facto de as pessoas darem cada vez mais prioridade ao investimento imobiliário em detrimento de guardarem as suas poupanças à mercê das taxas aplicadas pelos bancos, com o dinheiro a ficar estagnado nas contas. “O dinheiro no banco não nos traz nenhuma alegria”, exorta. Ora, sendo os leilões de bens imóveis o principal negócio da Agência de Leilões C. Paraíso – 98% – sendo os restantes 2% referentes a leilões de bens móveis (como veículos automóveis, por exemplo), o mercado revela-se bastante sólido e atractivo. Formado em Contabilidade, António Flo- rindo deu os primeiros passos neste mundo dos negócios como conselheiro de investimentos.

Mais tarde, foi convidado para substituir um antigo sócio da leiloeira e sentiu-se como peixe na água. A sua formação académica ajustava-se e a experiência em investimentos foi uma grande vantagem, desde logo porque os próprios leilões promovem muitas vezes grandes oportunidades de negócios/investimentos, uma vez que normalmente os preços praticados são mais reduzidos em comparação com os valores praticados no mercado em geral. Muitas dessas oportunidades, são partilhadas pela empresa semanalmente, à sexta-feira, via newsletter. A evolução determinou constantes mutações no negócio e António Florindo foi aumentando a sua importância na empresa até ao ponto em que foi nomeado gerente

ACIMA DE TUDO, ACREDITAMOS NOS OBJECTIVOS DE NEGÓCIO DOS NOSSOS CLIENTES

da empresa. Actualmente, e por força da dinâmica e criatividade de António Florindo, a Agência de Leilões C. Paraíso está preparada para o novo mundo digital, acompanhando as imposições legais que determinam a preferência pelos leilões eletrónicos. Como nos explica o empresário, “houve uma alteração recente à lei em que a primeira tentativa de venda tem que ser feita por leilão eletrónico e se assim não for tem que se justificar o porquê de não o fazer. Isto, naturalmente, veio revolucionar muito o mercado dos leilões”.

Um percurso que dura 50 anos tem que ser obrigatoriamente vencedor e isto apesar de estar inserido num mercado altamente competitivo, nomeadamente com outros sectores de actividade, que não se devem con- fundir, as agências imobiliárias. “As imobiliárias querem entrar no nosso mercado, têm fome de produto, e nós por vezes temos bom produto, mas também temos produto muito mau, como direitos a usufruto que são
coisas muito difíceis de vender. Quem é que vai com- prar metade de uma casa?”. O próprio negócio em si também não é propriamente fácil com situações que fazem “doer o coração”. “Em processos de insolvência, quando chegamos, as pessoas olham para nós como lobos maus, mas nós somos alguém que vem para resolver um problema da melhor maneira, ainda que existam situações que nos fazem doer o coração, principalmente as insolvências a particulares. É complicado gerir a emoção das pessoas”.

Por conta de uma experiência de uma vida em negócios, são muitas as pessoas que procuram António Florindo para conselhos de investimento. A resposta não foge muito disto: “Se quer começar a investir e ter algum rendimento, opte por comprar imóveis pequenos e entre no mercado do arrendamento. Por mais dificuldades que existam, casas para alugar vão ter muita procura e as rendas, mal ou bem, as pessoas vão cumprindo”.
Os 50 anos são um número redondo e um motivo de orgulho. Momento ideal para fazer uma reflexão do que vai para trás. Mas é igualmente importante olhar para frente. No melhor ano de sempre da empresa, as perspetivas de futuro têm que ser as melhores. “Não vai haver falta de trabalho. Como eu costumo dizer, nós tínhamos o celeiro cheio. Ou seja, no período da pandemia os processos não podiam entrar nos tribunais, mas eu tinha processos pendentes com dois, três, quatro, cinco anos e que agora estamos a concluir. Penso que vai haver mais trabalho e a nível de investimento, as pessoas não se vão amedrontar e já perceberam que o dinheiro no banco não rende e que o investimento em imobiliário envolve poucos riscos”.

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