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No mercado há cerca de 10 anos, a Mezia Lopes – Arquitectos tem vindo a distinguir-se pelas soluções integradas que oferece. Dentro da área de atuação, evidencia-se pela forte ligação com os clientes, que acompanha desde a fase inicial de consultoria até à execução das obras e posterior promoção dos projetos.

Situada entre Paços de Arcos e Lumiar, a empresa Mezia Lopes – Arquitectos surgiu em 2011 sob orientação do Arquiteto Pedro Mezia Lopes. Depois de um início de percurso além-fronteiras, entre o Brasil, Angola e principalmente Argélia, o Arquiteto Pedro Mezia Lopes focou-se no território português, onde iniciou um trajeto na área da reabilitação urbana, com mão em projetos na Baixa Pombalina e outras zonas históricas do país, agregando-lhes uma linguagem própria que levou à fundação da empresa que gere.

Com o principal objetivo de se distinguir das demais empresas na área da arquitetura, para além da linguagem que o caracteriza, Pedro Mezia Lopes tornou-se investidor aquando do boom imobiliário, e por esse facto consegue compreender o mindset acompanhando os clientes desde uma etapa inicial de consultoria, passando pela elaboração de projetos de arquitetura e engenharias, disponibilização de serviços de fiscalização, gestão e coordenação de empreitadas, bem como numa fase mais desenvolvida do processo no apoio à promoção imobiliária com a elaboração de imagens e vídeos 3D, brochuras e outros elementos gráficos.

O Arquiteto explica que a confiança e segurança dos clientes é extremamente importante, desde logo, porque “cerca de 80% dos clientes são estrangeiros e é uma mais-valia conseguirmos acompanhá-los desde a procura até quase à venda ao cliente final.”

Devido às restrições impostas pela Covid-19, a empresa Mezia Lopes – Arquitectos tem sentido dificuldade na gestão da logística. O fundador explica que “nós trabalhamos com investidores estrangeiros, que constroem e revendem a clientes finais, que não estão a conseguir viajar, ou seja, se não conseguem vir, as materializações tornam-se lentas, o que atrasa os próximos investimentos”, acrescentando que, ainda assim,

“o compasso de espera entre os projetos nesta altura, tendo em conta os cinco anos de bastante atividade, acaba por não ser necessariamente mau, uma vez que permite amadurecer funções, fazer um balanço, e perceber de que forma é que nos queremos posicionar daqui para a frente”.

Duas certezas são já absolutas: a empresa não pretende confundir-se com especialidades como decoração, design ou marketing, tendo parceiros em todas as áreas que se possam interligar com os projetos que desenvolvem, e tem como foco princi- pal criar proximidade e confiança junto dos clientes. Mezia Lopes aclara que “a partir do momento em que começámos a ter exposição, começámos a selecio- nar trabalhos que dessem continuidade ao percurso que construímos, eliminando projetos em zonas em que não fazia sentido intervir. É preciso conhecer os locais e adotar uma lógica de apoio na consultoria da compra, isto é, saber que basta atravessar a rua e que o preço por metro quadrado diminui, trabalho esse que não seria possível se fôssemos intervir em Espanha, Coimbra ou Itália”. O Arquiteto assume que a empresa está focada em investir em zonas que conhece, de forma a garantir um maior serviço de excelência aos seus clientes, razão pela qual se tem patenteado na zona da grande Lisboa.

Futuro de grandes apostas

O mais recente projeto sob a alçada da Mezia Lopes – Arquitectos é a recuperação e reconversão do antigo Restaurante do Mónaco num Hotel de 4 estrelas, que está já numa fase de licenciamento.

Situado em Caxias, o edifício encontra-se devoluto há mais de dez anos e está agora integrado num projeto que pretende converter toda a zona onde se encontra. “A fachada de azulejos será mantida e respeitada em termos de simetria e métrica, sendo o largo de Caxias reformulado, ou seja, o objetivo não é só criar um edifício, mas criar também uma vivência urbana, uma envolvente mais interessante e uma imagem marcadamente disruptiva que marcará a avenida marginal durante décadas”, aclara o Arquiteto.

Mezia Lopes confirma que “todo o rés-do-chão continuará a ser um restaurante”, ainda que não se pretenda que seja o “típico restaurante de hotel, marginalizado, mas sim que se torne num ponto forte do programa do edifício, de forma a salvaguardar a memória de décadas do restaurante”, remata

TecnoVeritas

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