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POLIVITRIUM

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Comércio e Montagem de Vidros SA.

Situada em Algueirão, a PoliVitrium é uma empresa que atua no setor da indústria vidreira. Num mercado onde a distinção não é facilitada, garantir qualidade e uma rápida capacidade de resposta ao cliente são bons motes para o sucesso. A completar 20 anos, a PoliVitrium aposta, agora, numa nova marca dedicada aos vidros laminado e duplo, distinguindo-se pela capacidade de produção num espaço só.

A PoliVitrium surgiu em 2001 e começou a dar os primeiros passos com o apoio de três sócios. Hoje, ainda em largo crescimento, conta apenas com o sócio Rui Sousa que explica que o trabalho da PoliVitrium consiste na transformação do vidro para construções.

Mas nem só de sócios se faz a empresa e, por isso, ao longo dos anos a PoliVitrium tem apostado na formação de uma equipa jovem e dinâmica, o que permite alcançar um crescimento constante e sustentado na empresa, não só em termos de dimensão do espaço, mas também no que diz respeito aos equipamentos a que recorrem para produzir material de qualidade.

Rui Sousa garante que, hoje, a PoliVitrium conta com equipamentos novos que permitem criar autonomia, como sejam “um forno para temperar vidro e outro forno para laminar”, o que permite ter vantagem em relação a outras empresas do mesmo setor. “Em Lisboa existem poucas empresas que tenham capacidade de temperar e laminar vidro.

Com estes recursos, podemos fazer produtos novos, nossos, com a junção do vidro temperado e laminado, sem precisar de recorrer a terceiros”, esclarece o administrador.

Como uma empresa bem sucedida que é, a PoliVitrium reconhece o valor do Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) ao qual aderiu em 2009, quando a empresa mudou de instalações e o administrador reconheceu a importância de “passar para o papel as práticas que já eram familiares a todos os colaboradores”.

Em novembro de 2020, a PoliVitrium procedeu à transição da ISO 9001:2008 para a ISO 9001:2015, onde o Sistema de

Gestão de Qualidade sofreu algumas alterações como sejam a possibilidade de promover um desenvolvimento sustentável e melhorar o desempenho geral da empresa, através de uma abordagem baseada no risco para a gestão da qualidade e enfatizando a importância da adoção de um Sistema de Gestão da Qualidade como decisão estratégica da organização.

Uma das mais-valias apontadas por Rui Sousa assenta na possibilidade de, através da implementação de um bom SGQ, ser possível prever riscos e inconformidades do produto e resolvê-los o mais breve possível.

O administrador da PoliVitrium explica que “por exemplo, nós encomendamos a chapa de vidro ao fornece- dor, recebemo-la aqui e cortamo-la. Depois o vidro pode passar por uma série de manufaturas como as arestas e os furos, podendo depois ser temperado e posteriormente laminado, passando a seguir para a obra que, imaginemos, é no Porto. Quando chega ao local da obra o vidro é transportado até ao sétimo andar e quando chega lá acima é que nos damos conta de que o vidro está enganado. Isto tem imensos custos para a empresa. No entanto, se detetarmos o erro o mais cedo possível, o custo de reposição é muito menor. Isto para concluir que o mais importante é sempre evitar os erros, e, em caso de não ser possível de evitar, é detetá-los e emendá-los o mais cedo que conseguirmos”, acrescentando que, hoje, com recurso ao SGQ, “todas as pessoas que têm intervenção nos vidros têm obrigação de verificar se o trabalho do colega que interveio antes está ou não correto”.

Para além deste benefício para a empresa, Rui Sousa considera igualmente importante a implementação de um sistema de documentação de todos os vidros trabalhados. De acordo com o administrador, “hoje em dia, se um vidro sofrer algum tipo de quebra, mesmo sendo de uma obra de há 5 anos atrás, é possível recorrer ao histórico do vidro desde a consul- ta do cliente até à faturação. É possível saber que vidro foi usado, o fabricante e até o lote, de forma a repor o vidro com o maior rigor possível, respeitando o original”.

Ora, se no início a implementação da burocracia não foi fácil, hoje em dia todos os colaboradores reconhecem a importância do Sistema de Gestão de Qualidade para a empresa. O administrador da PoliVitrium explica que “os colaboradores do escritório e da produção entenderam desde logo que se tratava de uma mais valia para a empresa.

Nas obras é que houve uma maior resistência porque o pessoal da colocação teve mais dificuldade na escrita e consideraram inicialmente que não precisavam de o fazer porque não eram pessoal de escritório. No entanto, acabaram por perceber que realmente, para além de ser importante para a empresa, acaba por facilitar a vida de cada um, uma vez que o instalador está sempre salvaguardado”.

DO SAFETY GLASS PARAO GLASSFRIEND

De um vidro seguro a um vidro amigo do cliente.

A primeira marca registada da PoliVitrium foi a Safety Glass, uma marca de vidro temperado, altamente resistente devido ao facto de ser sujeito a um choque térmico. Segurança e qualidade do produto são os motes da PoliVitrium que agora se lança na criação de uma nova marca, a GlassFriend, que servirá dois tipos de produtos: vidro laminado e vidro duplo.

Rui Sousa esclarece que “o GlassFriend é, no fundo, um vidro amigo. No que diz respeito ao vidro lamina- do, trata-se de um vidro de alta segurança que protege as pessoas e os bens, na medida em que, em caso de quebra, não causa danos a ninguém; e em relação ao vidro duplo, é um vidro térmico e acústico que dá o conforto que precisamos em casa”. De um modo geral, o grande objetivo é criar marcas próprias que atenuem a necessidade de recorrer a outras marcas para aquisição de determinado tipo de produtos.

Neste seguimento, percecionamos que o crescimento da PoliVitrium não se deixou abalar com a pandemia instalada em pleno 2020. Rui Sousa admite que, pelo contrário, o setor sentiu um ligeiro crescimento logo depois do mês de abril, quando tudo parou, e até para sua surpresa houve uma maior facilidade em cobrar o valor das obras em comparação a outros anos.

No entanto, 2021 não parece, aos olhos de Rui Sousa, um ano de grandes investimentos: “no nosso setor acho que vamos sentir dificuldades a partir de maio, isto porque, até agora o trabalho que tivemos é referente a obras que já estavam em curso, uma vez que a nossa atividade entra no final das obras. Este ano, os novos projetos que estavam para arrancar vão ser adiados porque os investidores vão ter algum receio e nós vamos acabar por sentir essa quebra”.

“A exportação não é fácil porque a nossa matéria não se distingue das outras. Quer dizer, nós não temos um produto que possamos dizer “eles podem dar as voltas que quiserem que vão ter que vir comprar aqui”

Ainda que a PoliVitrium tenha marcado presença em países como Moçambique, Espanha, Angola, França e Bélgica, Rui Sousa garante que a exportação no setor da indústria vidreira não é fácil devido ao facto do vidro não sofrer acentuadas alterações de empresa para empresa.

 

 

A facilidade de entrada no mercado de exportação de vidro encontra-se, segundo o administrador da PoliVitrium,

“quando se trata de um produto que tem uma vertente de mão-de-obra acrescida, porque nos países do centro da Europa a mão-de-obra é mais cara e, nessa vertente, é possível sermos mais competitivos”, conclui Rui Sousa.

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