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Direcionada para a implementação de serviços especializados de engenharia, serviços navais, de energia e ambiente, a TecnoVeritas atua no mercado há mais de 20 anos e tem-se vindo a distinguir pela flexibilidade e capacidade de olhar cada cliente e projeto como únicos.

Como surgiu a fundação da TecnoVeritas há mais de 20 anos?

R: A TecnoVeritas foi originada pela grande neces- sidade de importação de serviços especializados de engenharia, nomeadamente serviços navais, de energia e ambiente, que normalmente eram adquiridos ao exterior. Baseada na inovação, na metodologia de trabalho e no pragmatismo das soluções, tem-se vindo a distinguir em projetos internacionais: atualmente através da colaboração na área da combustão limpa com a Arábia Saudita (KAUST/ARAMCO), mas também noutros projetos no âmbito do Big Data na Noruega, na Grécia, na Índia e em Malta.

Focada no setor naval e industrial, quais são os principais serviços prestados?

R: O sucesso dos projetos está na relação de confi- ança e de parceria com os nossos clientes, que nos permite concretizar ações customizadas, partindo do Design e Desenvolvimento de cada solução. Para além de oferecermos serviços dedicados à gestão de energia e performance, e ao controlo de condição, fornecemos produtos inovadores como o Sistema BOEM, uma plataforma Cloud-based, no âmbito da Indústria 4.0, que monitoriza navios a operar na Antártida ou fábricas em terra, ou o Sistema Enermulsion, direcionado para redução de emissões gasosas em grandes instalações consumi- doras de fuelóleo ou gasóleo, com patente europeia.

Que soluções para o meio ambiente e energia vos distinguem das demais empresas?

R: A TecnoVeritas distingue-se pelo conhecimento técnico e experiência multidisciplinar, que conferem flexibilidade e capacidade de criar valor para os clientes, e uma grande vantagem na criação de soluções inovadoras na área da energia e ambiente. Uma das soluções é o recurso ao sistema BOEM, direcionado para empresas que querem melhorar a performance, otimizar os processos e reduzir custos de operação, e outra solução é a Enermulsion, que visa a redução significativa de emissões gasosas poluentes através de uma tecnologia de emulsão de água com o combustível, que se apresenta como uma tecnologia de transição para a descarbonização.

Desde 2004 que a empresa tem implementado o Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ). Quais as principais diferenças com a passagem para a ISO 9001:2015?

R: Na TecnoVeritas sempre achámos fundamental ter um Sistema de Gestão de Qualidade que nos permitisse distinguir perante os nossos clientes, melhorar a organização e obter respostas mais eficazes. Com a alteração da ISO, as principais diferenças surgem do pensamento baseado no risco e na análise mais detalhada dos vários fatores que influenciam o contexto interno e externo. Neste sentido, depois das alterações, a empresa adquiriu uma atitude preventiva relativamente aos riscos identificados, que poderão originar fragilidades do Sistema Integrado de Gestão e, por consequência, afetar o resultado perante o cliente.

Com o atual cenário pandémico que se instalou em todo o mundo, que diferenças se notaram no negócio? No futuro, os projetos sofrerão alterações?

R: Sofremos constrangimentos ao nível de cumpri- mento de prazos de entrega por parte de fornece- dores e tivemos de reorganizar o modo de trabalho, com recurso ao teletrabalho e reforço de reuniões de acompanhamento dos projetos remotamente. Contudo, apesar de ter sido um ano atípico, alcançámos as metas delineadas e conseguimos a obtenção do Estatuto “PME Líder’20”, o que, de certa forma, superou as expectativas.
No futuro, continuaremos a apostar e investir na Investigação e Desenvolvimento, no hidrogénio, na combustão limpa e na Indústria 4.0. No âmbito das energias limpas, temos em fase final de projeto a utilização de LOHC (Liquid Hydrogen Oil Carriers) para transporte seguro de hidrogénio, na área da energia e ambiente, continuamos com a aposta no desenvolvimento contínuo da plataforma BOEM, e no Shipping mantemos a realização de estudos para a descarbonização com recurso a Biocombustíveis e projetos de implementação de Reatores Seletivos Catalíticos para o tratamento de gases de combustão.

Mezia Lopes – Arquitectos

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